Os peelings quí­micos são divididos em 4 grupos:

1 Muito superficial
Utilizado para dar luminosidade, maciez e reduzir a oleosidade através de esfoliação leve e afinamento ou remoção apenas do estrato córneo. Indicado para peles jovens e maduras.

2 Superficial
Utiliza substâncias de baixo risco e geralmente bem-aceitas pelos pacientes, como os alfa-hidroxiácidos (AHAs), beta-hidroxiácidos (Ácido salicí­lico), Ácido azelaico e Ácido retinoico (tretinoí­na) para agir na epiderme até a derme papilar. Indicado para melhorar a textura da pele, em casos de acne, fotoenvelhecimento leve, queratose actí­nica, rugas finas e manchas superficiais.

3 Médio
Sua ação se dá desde a derme papilar até a derme reticular superior, através da utilização de substâncias ativas como a resorcina, solução de Jessner, tretinoí­na, Ácido glicólico, 5-fluorouracil (5-FU), Ácido salicílico e Ácido tricloroacético (ATA). Suas indicações são as mesmas do peeling superficial, com o adicional de ser utilizado também em lesões epidérmicas e aumentar o conteúdo de colágeno tipo I.

4 Profundo
Atua na derme reticular, estimulando ao máximo o colágeno. Utiliza como componentes ativos o TCA a 50% e o fenol, entre outros. Esse peeling necessita de acompanhamento e cuidados especiais, sendo indicado para os casos de lesões epidérmicas, manchas, cicatrizes, discromias actínicas, rugas moderadas e profundas, queratoses, melasmas e lentigos.

Antes da realização de qualquer tipo de peeling, é necessária a preparação da pele com, no mínimo, 2 semanas de antecedência. Essa preparação envolve a utilização de substâncias esfoliantes, leves clareadoras, hidratantes e até mesmo formulações com os ativos que serão utilizados no peeling. O objetivo é reduzir os efeitos colaterais e garantir a ação do peeling de forma mais rápida e uniforme, além de acelerar a cicatrização e diminuir o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória.